sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Corpo de Genival Lacerda é enterrado em Campina Grande ao som de forró pé-de-serra



O corpo do cantor e compositor Genival Lacerda, que morreu aos 89 anos em decorrência de complicações da Covid-19, foi enterrado nesta quinta-feira (7) no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, conhecido como Cemitério do Monte Santo, em Campina Grande, cidade onde o músico nasceu. Foi recebido por um trio de forró pé-de-serra que tocava músicas do artista.

 

O corpo do artista saiu de Recife às 15h30 e chegou à Paraíba por volta das 18h45. Ele foi recepcionado por fãs que o aguardavam na entrada do município. Algumas das principais ruas da cidade foram tomadas pela comoção da despedida, que, para muitos, aconteceu durante o cortejo fúnebre.

 

A consternação era visível entre os pedestres, que à distância acompanhavam a passagem do cortejo. E era acompanhada pelas buzinadas de veículos. Fruto do luto que tomou conta da música paraibana e nordestina.

 

O percurso pela cidade foi rápido. Durou menos de meia hora. Passou pela Avenida Brasília, localizada na entrada de Campina Grande, e de lá seguiu para as estátuas de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, no Açude Velho, cartão postal da cidade.

 

Depois foi ao Parque do Povo, local que centraliza os festejos juninos da cidade e que foi palco para inúmeras demonstrações de talento de Genival. Antes de ir ao cemitério, os veículos também passaram ao lado do Calçadão da Cardoso Vieira, no Centro de Campina Grande. Todos esses eram locais que o cantor gostava de ir quando visitava sua cidade natal.

 

A equipe do Corpo de Bombeiros seguiu com a homenagem até o cemitério, situado a pouco mais de três quilômetros da casa onde ele nasceu, onde atualmente fica a Feira Central do município.

 

Muitas pessoas aguardavam para dizer adeus ao cantor. Um corredor de artistas paraibanos se formou na entrada do local, estando entre eles nomes como Gitana Pimentel e Biliu de Campina. Eles receberam o artista com música e disseram que Genival seguirá sendo fonte de inspiração para a cultura nordestina.

 

Não houve velório devido aos protocolos de prevenção à Covid-19, mas o enterro atrasou um pouco porque os familiares esperavam a chegada de uma das filhas do artista. Quando o corpo do paraibano cruzou o portão do cemitério, apenas a família e a imprensa teve acesso. Ficou restrito a essas poucas pessoas o adeus derradeiro, mesmo que o caixão tenha permanecido lacrado durante todo o tempo.

 

G1

 



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